Protocolos
No primeiro dia útil em bandeira preta, centro registra movimentação
Enquanto comércio se adapta a novas regras, população segue indo as ruas
Jô Folha -
Estabelecimentos comerciais de portas fechadas, foi assim que começou a semana em Pelotas sob o novo decreto estadual que colocou todas as regiões em bandeira preta, não permitindo o funcionamento de atividades não essenciais em todo Rio Grande do Sul. As restrições seguem até o dia 7 de março, o que tem assustado comerciantes, devido as incertezas e o prejuízo que tem causado demissões e fechamentos de empresas. Em contrapartida, há o registro de fluxo intenso de pessoas na área central da cidade, que circulavam sem máscara ou fazendo o uso inadequado do equipamento.
O primeiro dia útil de vigência das regras do nível mais alto do sistema do distanciamento controlado teve a maior parte do comércio não essencial de portas fechadas. Algumas lojas optaram pelo sistema de pegue e leve, outras recebiam na porta o pagamento de boletos e ainda foi possível presenciar os empresários que se reinventaram de acordo com o momento, e através de um cartaz anunciavam o envio de boleto via Whatsapp.
Com o endurecimento das medidas de contenção da Covid-19, apenas farmácias, lancherias e supermercados podem atender o público - e com restrições. Regras que não impediram ambulantes de trabalharem espalhados pelas principais ruas do centro da cidade nesta segunda-feira (1).
Há aqueles que concordam com as novas restrições, a diarista Rosimeri Duarte, 54 anos, conversou com a reportagem saindo de uma lotérica e relatou que o motivo para sua saída foi devido extrema necessidade. "Eu vim até o centro só para ir no médico com a minha sogra, comprar os remédios para ela e pagar algumas contas. Mas já estou indo para casa, porque o fechamento é necessário, para ver se possibilita uma acalmada nesse vírus", afirmou.
Por outro lado, trabalhadores sofrem com a impossibilidade de trabalhar. "Eu sou cabelereira e estou decepcionada porque estou parada a quase uma semana. A gente sabe que a doença está ai, mas tá difícil. Eu estou com meu estabelecimento fechado e correndo atrás de conta e dinheiro para poder pagar", relatou a cabeleireira Nilma Soares, de 46 anos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Dirigentes Lojistas (Sindilojas), Renzo Antonioli, o impacto é incalculável aos empresários e caso as restrições sigam além da semana prevista, pode-se falar em caos no comércio pelotense. "Nós estamos vindo de um ano terrível com vários fechamentos aonde se bateu o recorde de demissões em Pelotas e mais de 600 empresas fechadas na cidade. Esses novos nove dias vão trazer consequências muito sérias às empresas que estavam tentando se recuperar. As 9 horas da manhã de hoje, 45 funcionários já foram demitidos, além de duas lojas que nos comunicaram que estão encerrando suas atividades", declarou. Antonioli ainda afirma que em torno de 2 mil empregos foram perdidos na cidade nos primeiros meses de 2021.
Shopping adapta horários de funcionamento
Por não ser considerado serviço essencial, shoppings não se encaixam na categoria que podem permanecer abertos pelos próximos dias. Porém por contar com atividades essenciais, o local passou por adaptação em seus horários de funcionamento. Apenas as lojas Cobasi, Americanas, Botoclinic, Farmácia Panvel e Da Feira estão em funcionamento. A modalidade de Delivery está disponível para todas as lojas e quiosques do Shopping incluindo a Praça de Alimentação, na modalidade os estabelecimentos poderão funcionar das 10h às 22h.
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